quinta-feira, 2 de julho de 2015

Os caminhos de Sakpatá



Carlos Oxun  Yómi  de Camargo
Babalorixá do Ilê Axé Egbé N’Ji Bun Mi


Se há, nos cultos afro-brasileiros, bem como na África, uma entidade assustadora, difícil de compreender, é Omulu – Obaluaê – Xapanã – Sakpatá, de quem, muitos acreditam, não se deve nem falar o nome. Esta divindade é mal compreendida até por seus filhos. Para entendê-la, precisamos saber suas origens, o tipo de sociedade em que nasceu e as transformações por que passou em função da história dos homens. É o que nos mostra a antropóloga Claude Lépine, em seu trabalho "As metamorfoses de Sakpatá, deus da varíola", do qual aqui apresentamos um extrato.
Embora no Brasil tenhamos a idéia de que Omulu ou Obaluaê constituam uma mesma divindade, também denominada entre nós Sakpatá ou Xapanã, orixá-vodum cultuado como o deus da varíola, da peste, da doença, na verdade os deuses da varíola na África, especialmente entre os iorubás ou nagôs e os jejes, têm várias origens e só depois de vários séculos acabaram fundidos numa única divindade tal como a conhecemos no Brasil.
Os templos do deus da varíola encontram-se freqüentemente fora das cidades, em lugares isolados e seus mitos relatam constantes brigas com outros deuses. No Brasil seus assentamentos ficam também isolado dos demais. É considerado uma divindade “muito velha” – eu diria muito antiga. 
Acredita-se que a origem de Sakpatá seria o país iorubá e seus adeptos são chamados até hoje Anagonu. Esta origem parece bem estabelecida: seu culto fora introduzido no Dahomé (atual Benin) no séc. XVIII, pelo rei Agajá, após uma terrível epidemia de varíola que havia dizimado seu exército.
Encontramos Sakpatá e seus equivalentes estabelecidos em toda a área cultural ajá–iorubá. Suas principais denominações são :

Xapanã (para os iorubás) = Obaluaê = Rei dos donos da Terra e Sakpatá (Dahomé) = Ainon = Dono da Terra, dois nomes diferentes da mesma divindade; que tem por altar um pequeno monte de terra, sobre o qual estão inseridos, de cabeça para baixo, duas ou três panelas de barro cheias de furinhos.

Omulu e Olu Odô  - divindades regionais originárias do Oeste, associados à água; que em Ketu passaram a se confundir com Xapanã – Obaluaê onde podemos supor que tinham algumas funções em comum; possivelmente associadas ao culto dos primeiros antepassados que ocuparam o local.

Buruku -  encontrada sobretudo no Oeste, mas conhecida também em Ilê–Ifé e em Oyó e até em território Nupê – suas atribuições não são bem definidas. 
No Leste – Buruku é uma divindade da varíola e se confunde com Xapanã.
No Oeste – em Atakpamè – assume feições de deus supremo. 
    - em Dassa – é representada por um montículo de terra, como Sakpatá.
Por outro lado, Buruku é freqüentemente associado a Nanã, antiga divindade da terra, tratando-se às vezes da mesma divindade. No Brasil Buruku é nome de Nanã, chamada Nanã Buruku, ou Bulucã.

O roteiro das migrações dos antepassados dos povos Ajá–iorubá, (proto-iorubás  dos séculos. V, VI e VII) constitui numa grande área cultural, onde podem ser observadas marcantes semelhanças ao nível das instituições sociais e políticas dos costumes, das práticas e crenças religiosas :
um deles, em forma de teia de aranha, é o dos iorubás, que teriam vindo do
      Leste para Ilê–Ifé, se irradiando em todas as direções;
o segundo, o dos ajás, percorre um caminho Leste–Oeste, de Oyó até Tado,
onde se divide em duas linhas, uma para Oeste a outra para o Sul.

Vejamos agora os principais centros de culto de Sakpatá :

Entre os Igala da região de Idah, a divindade da varíola chama-se Iye, isto é, 
provavelmente Aiyê ou seja o mesmo que Obaluaê.

Para os Akoko (Ogori, Estado de Kwara, Nigéria), a deusa da varíola é Iyá  
Okeká, a Grande Mãe.

O deus da varíola, entre os Igbo, é Ojuko. Os Igbo cultuam também uma
divindade da Terra chamada Ale, Ala ou Ana (seria Ilé, Onilé dos iorubás, ou 
 Nanã).

Em Ilê-Ifé existe uma divindade chamada Obaluaê, associada à terra e à 
      agricultura, e também aos mortos e antepassados. Dizem que Obaluaê
      estava estabelecido na região, em Oke Itaxe, bem antes da chegada de    
      Oduduwa. Há outra divindade, Buku, que traz a varíola.

Obaluaê teria vivido em Oyó no tempo do fundador da dinastia real, Oranyián. Dizem que era um guerreiro cruel, que acabou emigrando para o país dos Mahi, onde se fixou. Segundo outra tradição, Obaluaê era rei de Oyó e Oranyián roubou-lhe o trono. Dizem também que veio do país Nupe, onde teria sido um rei muito poderoso. Buruku também é conhecido nesta cidade, sendo responsável pela varíola.

Em Ibadan, Buruku e Xapanã são a mesma divindade. Buruku teria vindo do
Oeste, do Dahomé, terra dos jejes, ou do Togo. Teria vindo de Tapá ou Nupe, onde era um rei muito poderoso. Até hoje Obaluaê é chamado Elempê, isto é, rei de Nupe. Podemos imaginar que eram duas divindades distintas, que acabaram por se fundir.

Em Abeokutá, Buruku e Omulu são cultuados no mesmo templo, o que deve significar que eles mantêm algum parentesco ou que eles foram instalados pelo mesmo grupo. Buruku teria vindo de Savé e Omulu, do Dahomé. Omulu é uma divindade das águas, e nos sacrifícios rituais que lhe são oferecidos não se deve usar faca de ferro, costume preservados no Brasil no culto de Nanã e Omulu.

Dizem em Savé que Sakpatá (Xapanã) veio de Oyó. Buku, por sua vez, é  dito ter vindo do Oeste. Existe também Olu Odo, divindade das águas, que apresenta todas as características de Omulu. Teria vindo de Aixê  ou de Ajá Popó.

em Ketu, Xapanã, Omulu e Obaluaê são a mesma divindade. Segundo alguns, ela veio de Dassa Zoumé; segundo outros, veio de Aixé ou de Aja Popo, aldeias situadas a Oeste de Ketu. Como o candomblé brasileiro deve muito às tradições trazidas da cidade de Ketu, tanto que a nação dos primeiros terreiros leva a denominação desta cidade, é possível que a fusão de Xapanã, Omulu, Obaluaê e Sakpatá se deva a essas tradições.

Em Dassa Zoumé, Xapanã é aí o mesmo que Sakpatá, e dizem que ele veio de Tapá. Buku veio de Atakpame, a Oeste.

Em Alladá, o deus da varíola seria Houeci ou Houessio, entidade da família do píton (cobra) Dangbê, e associada aos Antepassados.

Em Abomey, capital dos jejes, como já sabemos, Sakpatá foi trazido por Agaja no século XVIII; e dizem que ele veio de Dassa Zoumé.

São muitas, portanto, as denominações do deus da varíola. O culto da Terra, junto com o dos Antepassados, teria sido a primeira forma de religião dos povos iorubás e ajás, desenvolvido por uma sociedade agrícola e por isso os deuses do panteão da Terra seriam os primeiros orixás-voduns a terem sido cultuados por iorubás e jejes que deram origem ao candomblé brasileiro. Mas outras divindades da Terra poderia até ser mais antiga do que o nosso Rei da Terra, Obaluaiê-Sakpatá-Omulu-Xapanã. Por exemplo, temos o caso de Aziza, uma importante crença desses povos antigos, que é uma entidade que povoa o mundo fantástico das florestas. Aziza é um ser habitualmente invisível, que pode assumir, se o desejar, a aparência de qualquer criatura, animal ou humana. Aziza é o rei da floresta e dos animais; Aziza pode ser associado também como um membro da categoria dos “tricksters”. Os tricksters são entidades trapalhonas e zombeteriras, das quais Exu e Legba têm muitas características; são criaturas indefinidas em todos os sentidos e essencialmente ambivalentes em suas relações com os homens, ora protegendo-os, ora voltando-se contra eles, sem motivo aparente. Possuem hábitos nômades, a capacidade em transformar-se em animais, objetos; matam velhos ou crianças, raptam donzelas, mudam de sexo...  
Os voduns e os orixás foram, na origem, antepassados divinizados. No decorrer do tempo, os ancestrais divinizados das linhagens de chefes e, sobretudo, os da famílias reais, passavam a exercer novas funções em nível da cidade, e acabavam por se destacar do seu clã de origem  para tornar-se objeto de um culto local e até étnico. Muitos antepassados, depois de divinizados, isto é, transformados em orixás ou voduns, eram levados de sua cidade para outras, quer em conseqüência das guerras intertribais de conquistas, quer pelas redes comerciais, de modo que cultos locais podiam se transformais em cultos regionais, às vezes ocupando todo o território cultural. Alguns orixás cultuados no Brasil já eram no tempo da chegada dos escravos orixás nacionais, como Xangô, Ogum e Obaluaê, enquanto outros eram orixás meramente locais, como Oxóssi e Logum Edé.
Sakpatá  ou Xapanã, deve ter sido originariamente o antepassado fundador de algum grupo que se originou do povo Nupe ou Tapá, que vive ao norte do território iorubá. Com a dispersão desse povo muito antigo, passou por um processo de multiplicação, em função da segmentação do grupo primário. Todos os clãs que vieram do Leste para ocupar a região do Golfo do Benin traziam o culto do seus primeiros antepassados e Sakpatá foi um deles.

Até os dias de hoje, Sakpatá é concebido como uma figura paternal, que protege seus descendentes, mas também cuida que sejam respeitadas as regras que ele estabeleceu,  castigando os infratores, retirando-lhes a prosperidade, a saúde, a fecundidade e até a vida. Estas funções são características dos antepassados, que zelam pelo grupo e pela manutenção de suas tradições, usos e costumes.
As doenças atribuídas à sua cólera foram provavelmente, desde cedo, doenças da pele doenças eruptivas, cujo aspecto lembra sementes brotando do chão. Sakpatá, Xapanã e os “reis da Terra”, em geral, estão associados à agricultura e à fertilidade do solo; dão aos homens os grãos, cereais e feijões. Eles também governam as condições atmosféricas que influenciam a agricultura: a chuva, as secas, a luz do sol, o calor... Sakpatá é, assim, também um deus da riqueza, saudado como “ Rei da Terra “, “Rei das Contas “ (símbolo de realeza), “ Dono de Todas as Riquezas”, poderoso, magnífico.
Em nossa época, Sakpatá, aparece com o nome genérico de todo um grupo de divindades locais organizadas numa família, e que constituem o panteão da Terra. Os diversos membros da família especializam-se em algumas funções: controlam as águas do rios, a água potável, a luz do sol, vigiam os campos...
Mas, ao mesmo tempo, Sakpatá foi cada vez mais associado, na mente das pessoas, à varíola. Este processo deve ter começado no século XVIII, provavelmente na segunda metade. No século XIX já parecia  ter-se metamorfoseado numa horrível entidade que sai a caçar na estação da seca, acompanhada por um bando de espíritos maldosos, matando, deformando, aleijando. Ele apareceu aos olhos dos europeus como uma força inteiramente negativa, identificada pura  e simplesmente com a “Varíola”. Com o nome de Xapanã, simboliza forças anti-sociais: ele representaria a revelação descontrolada e integral daquilo que deve permanecer oculto, afirmando-se como divindade do segredo. 
A varíola, ao fazer estourar a pele negra que encobre o corpo humano, revela a intimidade da carne vermelha, que normalmente deve ficar escondida. Por esta razão, jogar água na terra sem pedir previamente autorização, “Agô”, é o tabu mais difundido de Xapanã. Com efeito, a água retira a camada superficial de húmus negro e revela a terra dissimulada por ele. Por analogia, jogar água na terra eqüivale a chamar a varíola. 
Xapanã representaria o oposto de Fá ou Ifá e de Obatalá  (equivalente  iorubá de Lissá). Ifá representa o segredo do destino que o adivinho (bokonon ou babalaô) só em parte revela, de forma ritual e controlada. Xapanã opõe-se também a Obatalá ou Lissá, que simboliza a sociedade urbana e a monarquia, que também repousam no segredo. Nas sociedades tradicionais, o segredo deve envolver os rituais de cada culto, os negócios de cada associação, as deliberações do poder . É no segredo, no controle do conhecimento que se apoia o poder dos mais velhos, chefes e sacerdotes. Sakpatá representaria a quebra do segredo, por isso representa a destruição da cultura e da sociedade tradicionais; por isso seria uma divindade do exterior, o que vem de fora, o estrangeiro, que odeia reuniões e atividades culturais como dança e música, e vive só no mato. 
Sakpatá é assim uma divindade particularmente ambivalente, benéfica e maléfica ao mesmo tempo, que traz a doença e a cura, a vida e a morte. Esta ambivalência, aliás, é própria de todos os voduns. Com o nome de Omulu e Obaluaê dos iorubás, carrega essas mesmas características. 
Com o fim da varíola, no século XX, controlada pela vacina e pela saúde pública, Sakpatá-Omolu-Xapanã-Obaluaê, qualquer que seja o nome que se dê, foi perdendo a associação com a varíola, que hoje já ninguém mais tem por que temer, passando a ser para os iorubás descendentes do Brasil o orixá da doença genérica, da peste, e atualmente da AIDS, mas, acima de tudo, o deus da cura das moléstias, como também ocorre em Cuba, onde é chamado Babaluaiyê, ganhando entre nós o emblemático apelido de “ Médico dos Pobres”. Atotô!

terça-feira, 30 de junho de 2015

CARGOS DE SANTO (“OYÈ”)


São inúmeros os cargos exercidos nos Candomblés. Cada Nação tem seus correspondentes cargos, sendo certo que, embora variem as denominações, na maioria das vezes correspondem ao desempenho das mesmas funções.
Muitas vezes, em Casas da mesma Nação, há cargos que não se usam, por razões de tradição própria, ou mesmo por carência do ocupante.
Os cargos de santo, são outorgados diretamente pelo Zelador da Casa, pelas  Divindades manifestados (geralmente a do próprio Zelador ou daqueles que já contem vários anos de iniciação), ou ainda por vontade dos Orixás revelada através do Oráculo (inclusive o da pessoa que irá receber o oyè).
Geralmente os cargos são distribuídos aos filhos de santo que já possuam razoável tempo de iniciação religiosa e de frequência na Casa (ainda que não iniciados naquele próprio Terreiro), dada à responsabilidade intrínseca e ao grau de confiança depositado.
É pouco usual, porém não impeditivo, que determinados cargos sejam outorgados a pertencentes de outros candomblés, que embora não frequëntem a Casa, a visitam em diversas ocasiões, devendo estar presentes nos momentos em que tal cargo deverá ser exercido. Isto se dá quase sempre quando os cargos têm caráter honorífico, ou quando a Casa prescinde de outra pessoa capacitada para aquele mister. Citamos o caso de Pejigans, Axoguns, Alabês, Ekedis, etc.
Os cargos não são exclusivos dos médiuns de incorporação (“elégùn”, de gùn, montar), podendo ser atribuídos aos “não rodantes”, tais como ogans e ekedis.
Cada  oyè requer necessariamente uma afinidade entre a função a ser desempenhada e o Orixá daquele que receberá o cargo, devido às atribuições que lhe cabem ou caberão.
Nem sempre aquele que receberá o oyè já domina as funções atinentes ao cargo. É preciso que ele possua as condições para tal. Muitas vezes esta avaliação é subjetiva e, como dissemos, caberá ao outorgante, mesmo que os demais não a entendam ou concordem.
Normalmente, é após a outorga do cargo, que o exercente será precisamente orientado e instruído para o bom desempenho.
Os cargos podem ser renunciados, muito embora isto signifique grande desfeita à Casa e ao Outorgante, bem como podem ser também destituídos dos outorgados. Geralmente a Segunda hipótese ocorre por negligências repetidas do exercente, fazendo com que o próprio outorgante lhe destitua; por sua inexplicada ausência da Casa; ou ainda  pela necessidade de ocupação do cargo, quando o exercente precisa se ausentar do Candomblé por muito tempo.
Os cargos não são obrigatoriamente vitalícios, podendo ser remanejados entre os filhos de santo (seguindo-se o mesmo critério da outorga) ocasionando que alguns filhos, ao longo dos anos, tenham exercido vários cargos no mesmo Candomblé. Contudo, raramente há “rebaixamento” dos cargos exercidos pelo mesmo filho de santo.
 Os cargos não são acumulados pela mesma pessoa, mas sim as funções. Por exemplo, a Ìyá kékeré (mãe pequena), por alguma necessidade (inclusive ausência de encarregados específicos) pode vir a exercer as funções da Ìyá efun, e ou da Ìyá gbàsé, sem que com isto detenha os três cargos.
Atualmente, face à interseção havida entre as Nações, muitos cargos de origens diversas convivem no mesmo Candomblé, reproduzindo tradições pontuais, mas já perdendo-se a origem histórica, regional e até liturgia.
Outro fator complicador para a identificação precisa de cada “oyè”, é a questão gramatical. Devido à dificuldade com as línguas de origem, a correta denominação, tradução e pronúncia dos cargos foi se perdendo no tempo, ou até mesmo modificando-se.
É importante não confundir o cargo (oyé), com o orunkó, e com o título. Ou seja, o cargo diz respeito à função a ser exercida. Exemplo: Ìyágbasé -  a mãe que cozinha. Já o orunkó, é o nome pessoal do Orixá, o qual, em determinadas Casas, passa a ser o nome pelo qual o respectivo iniciado passa a ser chamado. Ex.: Odé Kaiodê – O Caçador Tráz  Alegria. O título, diz respeito exclusivamente ao Orixá, à sua bravura, feitos ou características, o que, por muitos é confundido com as qualidades daquele mesmo Orixá. Ex.: Oya Messãn Orun, título de Iansã que a designa como a Mãe dos Nove Espaços Siderais.
Muitas vezes o filho de Santo pode exercer um cargo na Casa e ser chamado apenas por seu Orunkó. Ou ainda, na mesma situação, ser chamada exclusivamente pelo cargo que exerce. Registre-se ainda, que no mesmo Candomblé, pode haver aquele que é chamado pelo cargo, enquanto outro, por razões aleatórias, é denominada pelo Orunkó. Não há normas rígidas quanto a isto.
Segue elenco de cargos catalogados, listados tal como obtivemos, quer seja, sem o rigor gramatical, nem critério étnico:

Abiãn (Abíyán): é o frequentador da Casa enquanto não iniciado na Religião. A – aquele que, bí – que nasce, íyán – com dúvidas;
Afikodé (Aficode): posto do quarto de Oxossi; 
Ajimudá (Àjímúdà): cargo masculino do culto a Omulu;
Ajimudá (Àjímúdà): é um cargo do culto a Oyá. Participa e é saudada no ipadê. A – aquela, ji – que acorda, mú – pega, idá – a espada (ou alfange);
Ajòiè: Ekedi responsável por vestir e zelar pelas roupas dos Orixás;
Akouê (Akòwé): responsável pelas compras; secretária, escritora; 
Alabá: um dos sacerdotes do culto aos ancestrais;
Alabê (Alágbè) ou Ogãnilú (Ògán nílù): é o encarregado dos instrumentos musicais e dos cânticos a serem entoados;
Alagadá: Ogan que cuida das ferramentas de Ogun; 
Alapini: sacerdote do culto aos ancestrais;
Apajá (Apájá): é o Ogã que sacrifica cachorro para Ogun;
Apetebi (Apètèbí): auxiliar do pai-de-santo. Segundo Bastide, é a esposa do pai-de-santo. Devido a isto, ainda que não iniciada, passa a usufruir de certo prestígio na Casa. Em alguns casos, pode até fazer consultas oraculares;
Apogãn (Apokan): cargo masculino do culto a Omulu;
Apotun (Apótún): cargo masculino do culto a Omulu; 
Aramefá: conselho de Oxossi composto por seis pessoas; 
Axobá (Ásógbá ou Ásógbánilé): maior cargo masculino do culto a Omulu. Trata-se daquele que conserta, coze e costura as cabaças;
Axogum (Àsògún): responsável pelo sacrifício dos animais. Geralmente é um filho de Ogum;
Aiyabá: cargo feminino. É quem bate o ejé nas grandes obrigações;
Aiyabá Ewe: cargo feminino. É a responsável por rezar as folhas;
Babalaô (Bàbákáwo): sacerdote encarregado da prática do jogo de búzios para conhecer o Orixá  e o odú de uma pessoa, e todas as decorrências disto; 
Babalossaim (Bàbálósányin) ou Olossaim (Olósányin): é o responsável por conhecer e colher as folhas ritualísticas.;
Babaojé (Bàbálojé): encarregado do culto aos mortos;
Balogun (Balógún): posto do quarto de Ogun;
Bamboxê: sacerdote do culto a Xangô;
Ebômi (Ègbónmi): título inerente ao iniciado que realiza a obrigação de sete anos de iniciação. Representa qualidade hierárquica no Candomblé. Significa “minha irmã mais velha”;
Ejitata: cargo masculino do culto a Omulu;
Elemoxó (Elémòsó): posto do quarto de Oxaguiãn; 
Equedi (Ekedi): são aquelas escolhidas pelos Orixás para servi-los. Portanto, são as que cuidam da segurança dos que estão manifestados, dançam com os Santos, vestem e acordam os Orixás, por isso são chamadas de mães. Não se manifestam com Orixá;
Fatumbi: cargo de sacerdote de Ifá; 
Iabassê (Ìyá gbàsè): é a responsável pelas cozinhas de santo e pelas oferendas;
Iadagãn (Ìyádagan): é a mais velha (no santo) auxiliar direta dos ritos de ipadê. Possui duas substitutas: otun e osidagan;
Iaefun (Ìyá Efun): é a mãe que pinta os iniciados com efun. Geralmente é uma cargo dado aos filhos de Oxalá, por ser o efun  intimamante ligado ao culto daquele Orixá;
Iaegbé (Ìyá Égbé): conselheira, assessora do(a)  Zelador(ra). Seu correspondente masculino é o Bàbáégbé;
Iajibonãn (Ìyájíbóna) ou Ajibonãn (Ajíbóna) ou Ojùgbònà): mãe criadeira, é quem cuida dos iniciados enquanto estão recolhidos, ensinando-lhes os rituais e regras de comportamento. A jí bí òna (aquela que dá caminho); 
Ialatoridé: posto do quarto de Oxalá. É a mãe que prepara e cuida dos atoris de Oxalá; 
Ialaxé (Ìyáláse ou Álásé)): é a que conhece e zela pelo axé. Segundo Beniste, “Toda Ìyálórìsà é uma ìyáláse, mas nem toda ìyáláse é uma ìyálórìsà.”;
Ialaxó (Ìyáláso): é a encarregada de costurar e vestir os Orixás;
Ialodê (Ìyá lodè): é a uma respeitável senhora da Casa, a quem, por idade de santo ou de vida, merece distinguido respeito;
Ialorixá (Ìyálórìsà): autoridade máxima do Candomblé. Seu correspondente masculino é o Babalorixá (Bàbálórìsà);
Iamorô (Ìyámórò): é aquela que dança com a cuia no ritual do ipadê é a que despacha Exú;
Ianassô (Ìyá nasó): sacerdotisa encarregada do culto a Xangô;
Iaô (Ìyàwó): é o recém iniciado no culto. Tal denominação irá acompanhá-lo até os 7 anos de Santo. O termo significa esposa, mais é utilizado tanto para homens quanto para mulheres. Ver “Orun Aye”, fls 234/236);
Iaquequerê (Ìyá kékeré): mãe pequena. É a Segunda na hierarquia da Casa. Seu correspondente masculino é o Babaquequerê (Bàbákékeré);
Iatebexê (Ìyátebesé): a encarregada de escolher os cantos e de cantar os solos; 
Iatemi (Ìyátemí): cargo da Nação Jeje, dado às mulheres com mais de 7 anos de iniciação;
Ibalé (Ìgbálè) ou Balé (Balè): cargo do culto a Yansãn;
Iyalabakê: responsável pela alimentação dos iniciados;
Iya Sirrá (Ìyá Síhà): significa seguir em direção a um caminho. É ela quem conduz o estandarte de Oxalá;
Iyatojuomò: responsável pelas crianças do axé;
Jobi: cargo sacerdotal;
Kaueuêo (Kawéo): posto do quarto de Ossaim;
Kolabá (Kólábá): cargo do quarto de Xangô. É a responsável por carregar o labá (bolsa de couro onde são guardadas as pedras de raio – èdún àrá; 
Mayê: mexe com as coisas secretas do axé: ajuda o Zelador no preparo do Adoxu;
Obás de Xangô: são consagrados a Xangô e guardiães do seu culto. São em 12 os principais, cada qual com 2 substitutos (Òtún , da direita e Òsì, da esquerda):
Direita:
1 – Abíodún
2 – Ààre
3 – Àróló
4 – Tèlà
5 – Òdòfin
6 - Kakamfò 
Esquerda:
1 – Ònàsokùn
2 – Aresà
3 – Eléèrìn
4 – Onìíkoyí
5 – Olúgbòn
6 – Sòrun 
Oburô: alto título da hierarquia do culto; 
Ogalá (Ogalá): cargo do culto a Oxalá; 
Ogãn (Ògán): é uma cargo masculino de alguém que não entra e transe. Os ogãns são iniciados (confirmados), mas não recebem todos os preceitos de um yawo. Os Ogãns, tal como as Equedis, não fazem obrigações periódicas de 1, 3 5, 7, 14 e 21 anos, ao contrário dos Yawos. Também são chamados de Pais; 
Ogãn Sojatin: sacerdote do culto Jejê;
Ogotun: posto do quarto de Oxum ( axogum exclusivo no culto de Oxum)
Ojú Obá (Ojú oba): é um cargo ligado ao culto de Xangô. Significa os Olhos do Rei;
Ojuodé (Ojú Odè): cargo do quarto de Oxossi (os Olhos do Caçador); 
Ojuomin: posto do quarto de Oxum (os olhos das águas);
Olopá (Olopá): é o encarregado de sacrificar cachorro para Ogun; 
Oluô: o olhador do oráculo; 
Ològun: Cargo masculino. Despacha os ebós;
Olopondá: grande responsabilidade na iniciação;
Omolará: posto de confiança;
Oloya: Cargo feminino das filhas de Oya. Despacha os ebós; 
Pejigãn ou Abajigãn (Pejigán): é aquele incumbido de sacrificar os animais atinentes ao Peji  ou Cumeeira da Casa;
Rumbono (Humbono): é a primeira pessoa iniciada na Casa. Expressão de origem Jeje;
Sarepebê (Sárepegbé): transmite as decisões egbê, comunicando entre os Terreiros as festas e formulando os convites. É uma espécie de relações públicas do Barracão. Sáre – o que corre, pè – e comunica, egbé – as coisas da sociedade. Geralmente é uma cargo a alguém de Exú ou Ogum; 
Sidagan: é a mais nova (no santo) auxiliar dos ritos de ipadê;
Sobalojú (Sobalóju): posto do quarto de Xangô;
Tojuomó (Tojúomo): aquela que olha pelas crianças. De oju – olhar, omo – filho, criança; 
Vodunsi: é o mesmoo que ebômi (seu correspondente no Jeje);
Yarubá: carrega a esteira para o iyawô;
Ypery: Ogan de Odé;

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O USO DO AZEITE DE DENDÊ
" SUA HISTÓRIA, USO DENTRO E FORA DA CULINÁRIA...E ALGUMAS RECEITAS DE ÁGUA NA BOCA!"
O USO DO AZEITE DE DENDÊ
O azeite-de-dendê, azeite-de-dendém ou óleo de palma é um azeite popular nas culinárias brasileira, angolana e também no candomblé. É produzido a partir do fruto da palmeira conhecida como Dendezeiro.
Além do uso culinário, o azeite-de-dendê pode também substituir o óleo diesel, embora seja muito mais caro, sendo ainda rico em vitamina A.
O processo de extração do azeite pode ser artesanal ou não, e pode levar horas, já que o fruto de cor marrom ou castanha escura é firme.
Em 1759, José Antonio Caldas informava que os navios negreiros, na ocasião freqüentavam a Costa da Mina para negociar "azeite de palmas" além de escravos. Se isto não prova a inexistência da palmeira no país, pelo menos indica que a produção de azeite, ou não fazia ainda ou era íntima em relação às necessidades brasileiras, Vilhena conseguiu encontrar estatísticas de 1798 que mostram que, naquele ano, entraram na Bahia mil canadas de azeite de palmas, da Costa da Mina e 500 canadas da ilha de São Tomé, no valor total de 1.500$, ou seja a mil réis a canada " cerca de 4.000 litros. No momento, porém, em que escrevia suas Cartas Soteropolitanas em 1802, já estava aclimado o dendezeiro, tanto que o professor régio propunha que "fossem plantados nas terras dos engenhos, a fim de se extrair do coco azeite, tempero essencial da maior parte das viandas dos pretos e ainda dos brancos, criados com eles".
A importância do azeite retirado do dendezeiro, chamado óleo de dendém ou azeite de palma, pode ser vista com o Alvará Régio, de 1813, do Príncipe Regente D. João, ao isentar de taxas de alfândega, o sabão e o azeite de palma ou como é mais conhecido óleo de palma ou ainda óleo de dendê vindos da Ilha de São Tomé, na África. É o mais consumido no mundo, seguido pelos de soja e canola.


RECEITA ACARAJÉ

INGREDIENTES:
" 1 litro de azeite de dendê para fritar
" 1 colher (sobremesa) de sal
" 1 dente de alho
" 1 colher (chá) de gengibre ralado
" 300 g de cebola em pedaços
" 1 kg de feijão fradinho quebrado


Camarão para Acarajé:

" 1 cebola picada em pedaços bem pequenos
" 1 xícara (chá) de caldo de peixe ou de camarão
" coentro a gosto
" ½ xícara (chá) de azeite de dendê
" 100 g de camarão seco defumado sem cabeça

Numa bacia grande, coloque o feijão e lave várias vezes, até sair toda a casca. A seguir, deixe de molho por 3 horas. Escorra o feijão, coloque no liquidificador, junte a cebola, o gengibre, o alho e o sal e bata até obter uma pasta. Antes de fritar, bata novamente a pasta com uma colher, até ficar bem fofinha. Numa panela grande, aqueça bem o azeite-de-dendê. Com a ajuda de duas colheres, molde os bolinhos e frite-os no azeite. Sirva-os recheados com camarão ou com os recheios à parte. Camarão para acarajé: Numa panela, coloque todos os ingredientes e misture. Leve ao fogo e refogue por 3 minutos. 




Moqueca de peixe


Ingredientes:

* 1 kg de peixe fresco (Badejo é mais comum, mas xerne, pescada amarela e namorado são opções) cortado em pedaços de 2 dedos de largura.
* 2 cebolas de tamanho médio cortadas em fatias circulares.
* 2 pimentões (um verde e outro vermelho) cortados em fatias circulares.
* 1 dente de alho amassado
* 4 tomates maduros picados
* 4 coentros com folhas bem picados
* 12 colheres de sopa de azeite de dendê
* Sal
* Pimenta

Modo de preparo da moqueca de peixe

1. Deixar o peixe numa marinada feita de suco de limão e pimenta por pelo menos 1 hora.
2. Colocar peixe, cebola, pepino, alho, tomate e coentro em várias camadas dentro de um caldeirão.
3. Jogar o azeite de dendê e leite de coco sobre tudo e deixar ferver por pelo menos 20 minutos. De tempo em tempo levar o líquido da parte de baixo do caldeirão para a de cima. Tomar cuidado para não quebrar o peixe.
4. Servir com arroz branco.


MOQUECA DE CAMARÃO

INGREDIENTES:

1kg de camarão limpo e temperado
2 dentes de alho espremidos
1 cebola média pequena branca picada
4 colheres (sopa) de azeite de oliva
2 tomates máedio maduros picados
1 pimentão médio vermelho picado
4 colheres (sopa) de cebolinha verde picada
4 colheres (sopa) de coentro picado (folhas)
1 caixa de polpa de tomate pequena
400 ml de leite de coco
2 colheres (sopa) de maisena
4 colheres de sopa de dendê (para quem gosta a gosto)

Modo de Preparo:

Tempere o camarão com Sal, alho e pimenta branca
Refogue o alho, a cebola no azeite de oliva e dende, em seguida acrescente:
o tomate, o pimentão, a cebolinha , o coentro e a polpa de tomate e cozinhe por 3 minutos.
Coloque o camarão, deixe ferver e em seguida coloque o leite de coco, acerte o sal e deixe cozinhar por mais 5 minutos
Depois da moqueca pronta, com uma escumadeira retire os camarões com um pouco dos temperos, e leve para outra panela.
O restante dos temperos e o caldo que ficou na panela do cozimento, despeje no liquidificador, bata bem.
Devolva esta mistura para panela onde esta o camarão e os temperos, dissolva a maisena em um pouco de leite de coco e mexa por 2 minutos até que o molho dê uma leve engrossada.

Sirva com arroz branco, aqui coloque alguns camarões recheado com azeite de oliva e ervas finas (salsa, Alecrim, Orégano). O pirão é feito com o caldo do camarão


RECEITA DE CARURÚ



Tempo de preparo: 40 min
Rendimento: 15 porções
Dificuldade: fácil
Receita Típica da: Bahia


Ingredientes da Receita de Carurú

100 quiabos
1 xícara de castanha de caju
100 g de amendoim torrado e moído sem casca
2 xícaras de camarões defumados, descascados e moídos
2 cebolas grandes
2 xícaras de azeite de dendê
3 limões
2 colheres de sopa de sal
4 xícaras de água quente
pimenta
gengibre
alho

Como Fazer Carurú:

Modo de preparo: Lava-se os quiabos, enxugando bem para não formar baba quando parti-los. Segundo a tradição, os quiabos devem ser cortados em cruz, no sentido longitudinal, e depois em rodelinhas bem finas; mas hoje já se corta nas facas do processador.
Coloque os camarões secos e moídos, cebola ralada, alho, sal, castanha e amendoim para rechear no azeite de dendê. Ponha os quiabos partidos, as xícaras de água e as colheres de sopa de limão para cortar a baba. Adicione ainda alguns camarões secos inteiros e grandes. Cozinhe tudo até ficar pastoso. Quando os caroços dos quiabos estiverem bem rosados, retire do fogo.

Na festa de São Cosme e São Damião, quando o caruru é de promessa, costuma-se colocar sete quiabos inteiros. O convidado que tiver no seu prato, ao acaso, um desses quiabos, fica na obrigação de oferecer ao santo outro caruru. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Cargos no Candomblé Ketu/Nagô.


  • Olóyès , Ogás e Àjòiès
  • Iyalorixá/Babalorixá: Mãe ou Pai em Orixá, é o posto mais elevado do ILê; tem a função de iniciar e completar o ato de iniciação dos olorixás.
  • Iyaegbé/Babaegbé: É a conselheira ou conselheiro responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia. Posto somente dado a egbomis muito antigas.
  • Iyalaxé: Mãe do axé, a que distribui o axé. É quem escolhe os Oloyes de acordo com as determinações superiores.
  • Iya kekere ou baba kekere: Mãe pequena e Pai pequeno do axé ou da comunidade. Sempre pronta a ajudar e ensinar a todos no Ilê, substituto evenual da Iyá ou Babalorixá.
  • jibonan: o cargo de jibonã (ji- dar/bí-nascer/onã-caminho — “dá caminho ao nascimento”,é a mãe ou pai /que cria e são responsáveis pela reclusão do iyawo.
  • Iyamoro: Responsável pelo Ipadê de Exú. Junto com a Agimuda, Agba e Igèna.
  • Iyaefun/Babaefun: Responsável pela pintura dos Iyawos.
  • Iyadagan: Auxilia a Iyamoro e vice-versa. Também possui sub-postos Otun-Dagan e Osi-dagan.
  • Iyabassé: Responsável no preparo dos alimentos sagrados. Todos Olorixás podem auxiliá-la, sendo ela a única responsável por qualquer falha eventual.
  • Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando. E usa toalha de Orixá no ombro.
  • Aiyaba Ewe: Responsável em determinados atos em obrigações de “cantar folhas”.
  • Aiybá: Bate o ejé em grandes obrigações. Tem sub-posto Otun e Osi.
  • Ològun: Cargo masculino, despacha aos Ebós das grandes obrigações, a preferência é para os filhos de Ogun, depois Odé e Oluwaiyê.
  • Oloya: Cargo feminino, despacha os Ebós das grandes obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
  • Mayê: Mexe com as coisas mais secretas do Axé, ligadas a iniciação do Adoxú.
  • Agbeni Oyê: Posto paralelo a Mayê, divide a mesma causa.
  • Olopondá: Grande responsabilidade na inicição, no âmbito altamente secreto ligado a Oxun.
  • Kólàbá: Responsável pelo Làbá, simbolo de Xângo.
  • Ajimuda: Ajuda a Yamoro com o Ipadê de Exú. Titulo usado no culto de Oya e Geledé, também é um cargo que cuida da casa de Omolú.
  • Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Axé.
  • Iyasíhà Aiyabá: é quem segura o estandarte de Oxalá.
  • Sarapegbé: Mensageiro de coisas civis e de awo.
  • Akòwe: É a Secretária da casa da administração e compras.
  • Babalossayn: Responsável pela colheita das folhas. Cargo de extrema importância.
  • Axogun: Responsável pelos sacrifícios, Ogan de Ogun. Não pode errar. Responsável direto pelos sacrifícios do ínicio ao fim do ato. Soberano nestas obrigações, é quem se comunica com o Orixá para quem se destina a obrigação, transmitindo à Iyalaxé as respostas e mandamentos. Deve ser chamado de Pai. E também possui sub-posto Otun e Osi.
  • Ogalá Tebessê: Dono dos toques, cânticos e danças. Trabalha em conjunto com o Alagbê, possui sub-posto Otun e Osi.
  • Iyá Tebexê: responsável e porta voz do Orixá patrono da casa.
  • Alagbê: Responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos Ilùs, os instrumentos musicais sagrados. Se um autoridade de outro Axé chegar ao Ilê, o Alagbê, tem de lhe prestar as devidas homenagens “dobrar o Ilù”. Também possui sub-posto Otun e Osi.
  • Alagbá: Âmbito civil do Axé.
  • Àjòiè: Camareira do Orixá. O mesmo que Ekédi,  Iyárobá e Makota.
  • Ojuoba: Posto de honra no Ilê Xangô e possui sub-posto Otun e Osi.
  • Mawo: Grande confiança.
  • Balógun: Título ligado ao Ilê Ogun.
  • Alagada: Ogan que cuida das ferramentas de Ogun.
  • Balóde: Ogan de Odé.
  • Aficodé: Chefe do Aramefá (6 corpos) ligado ao Ilê Odé.
  • Ypery: Ogan ou Àjòiè de Odé
  • Irànsé- iyá responsável pelo ronkó e o iyawo.
  • Alajopa: Pessoa de Odé, que leva a caça para ele.
  • Alugbin: Ogan de Oxalufan e Oxaguian que toca o Il¦ù dedicado a Oxalá.
  • Assogbá: Ogan ligado ao Ilê Omolú e cultos de Obaluaiye, Nanã, Egun e Exú.
  • Alabawy: Pessoa que trabalha na área jurídica e que cuida dos interesses civis do Axé.
  • Alagbede: Pessoa que trabalha no ramo de ferro e metais e forja as ferramentas do Axé.
  • Elémòsó: Ogan ou Àjòiè de Oxaguian, ligados ao Ilê Oxalá e toda sua indumentária.
  • Oba Odofin: Ligado ao Ilê Oxalá.
  • Iwin Dunse: Ligado ao Ilê Oxalá.
  • Apokan: Ligado ao Ilê Omolú.
  • Abogun: Ogan que cultua Ogun.
  • Iyá Otun / Babá Otun: braço direito do zelador, pessoa de confiança do zelador.
    Iyá Osí / Babá Osí: braço esquerdo zelador, pessoa de confinça mdo zelador.
    Asògbá- Homem responsável pelo quarto de Omolú.
    Axopí- cargo do Ogan da casa
    Obs: Todos os cargos são intransferíveis, uma vez dado através da confirmação no jogo de Orunmilá e o Orixá da casa, não podem mais serem retirados, os cargos são vitalícios e confirmados em orô interno, só podem serem substituídos na morte da pessoa.Existem cargos transitórios dados pelos zeladores e não estão aqui descritos.

Ewá




Dia da semana: Sábado

Cores: Vermelho Vivo, Coral e Rosa

Símbolos: Ejô (cobra) e Espada, Ofá (lança ou arpão)

Elementos: Florestas, Céu Rosado, Astros e Estrelas, Água de Rios e Lagoas

Domínios: Beleza, Vidência (sensibilidade, sexto sentido), Criatividade

Saudação: Ri Ro Ewá!

O Orixá Ewá é uma bela virgem que Xangô se apaixonou, porém não conseguiu conquistá-la, Ewá fugiu de Xangô e foi acolhida por Obaluaiye que lhe deu refúgio. Ewá mora nas matas inalcançáveis, ligada a Iroko e Oxóssi, e tornou-se uma guerreira valente e caçadora habilidosa. Ewá é casta, a Senhoradas possibilidades.

As virgens contam com a protecção de Ewá e, aliás, tudo que é inexplorado conta com a sua protecção: a mata virgem, as moças virgens, rios e lagos onde não se pode nadar ou navegar. A própria Ewá, acreditam alguns, só é iniciada na cabeça de mulheres virgens, pois ela mesma seria uma virgem, a virgem da mata virgem filha dileta de Oxalá e Oduduwá

Ewá domina a vidência, atributo que o deus de todos os oráculos, Orunmilá lhe concedeu.

Em África, o rio Yewá é a morada desta deusa, mas a sua origem gera polémica. Há quem diga que, tal como Oxumaré, Nanã, Omulú e Iroko, Ewá era cultuada inicialmente entre os Mahi, foi assimilada pelos Iorubas e inserida no seu panteão. Havia um Orixá feminino oriundo das correntes do Daomé chamado Dan. A força desse Orixá estava concentrada numa cobra que engolia a própria cauda, o que denota um sentido de perpétua continuidade da vida, pois o círculo nunca termina.

Ewá teria o mesmo significado de Dan ou uma das suas metades – A outra seria Oxumaré. Existem no entanto, os que defendem que Ewá já pertencia à mitologia Nagô, sendo originária na cidade de Abeokutá. Estes, certamente, por desconhecer o panteão Jeje – No qual o Vodun Eowa, seria o correspondente da Ewá dos Nagô -Confundem Ewá com uma qualidade de Iemanjá, Oyá e Oxun. Ewá é um Orixá independente, mas é conhecida entre os jejes de Eowá e no povo de língua Yorubá por Ewá.

Características dos filhos de Ewá

Pessoas de beleza exótica, diferenciam-se das demais justamente por isso. Possuem tendência a duplicidade: Em algumas ocasiões podem ser bastante simpáticas, em outras são extremamente arrogantes; às vezes aparentam ser bem mais velhas ou parecem meninas, ingénuas e puras. Apegadas à riqueza, gostam de ostentar, de roupas bonitas e vistosas, e acompanham sempre a moda, adoram elogios e galanteios.

São pessoas altamente influenciáveis, que agem conforme o ambiente e as pessoas que as cercam, assim, podem ser contidas damas da alta sociedade quando o ambiente requisitar ou mulheres populares, falantes e alegres em lugares menos sofisticados. São vivas e atentas, mas sua atenção está canalizada para determinadas pessoas ou ocasiões, o que as leva a desligar-se do resto das coisas. Isso aponta uma certa distracção e dificuldades de concentração, especialmente em actividades escolares.
Yewá
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Iyewa ou Ewá, Orixá do rio Yewa, que fica na antiga tribo Egbado (atual cidade de Yewa) no estado de Ogun na Nigéria. Orixá identificada no jogo do merindilogun pelo odu obeogunda.

Verger conta que na Nigéria, Abimbola publicou um itan Ifá (história de Ifa), falando "que de certa feita estando Iyewa à beira do rio, com um igba (gamela) cheio de roupa para lavar, avistou de longe um homem que vinha correndo em sua direção. Era Ifá que vinha esbaforido fugindo de Iku (a morte). Pedindo seu auxílio, Iyewa despejou toda roupa no chão, que se encontrava no igba, emborcou-o em cima de Ifa e sentou-se. Daí a pouco chega a morte perguntando se não viu passar por ali um homem e dava a descrição. Iyewa respondeu que viu, mas que ele havia descido rio abaixo e a morte seguiu no seu encalço. Ao desaparecer, Ifa saiu debaixo do igba e levou Iyewá para casa, a fim de torná-la sua mulher."
Ewá, Euá, Iyewa, Orixá feminino, é a divindade do rio Yewa em Lagos na Nigéria. Uma das iabás, considerada ora irmã de Iansã, ora irmã de Oxumarê. Seu nome significa mãezinha do caráter.

Verger em suas pesquisas diz: "Na Bahia é cultuada em casa de fundamentos casas antigos, devido à complexidade de seu ritual. As gerações mais novas captaram conhecimentos necessários para a realização do seu ritual,através do culto de Ifá e seus tratados. Em 1981, houve uma saída de Iyewá no Ilê Axé Opô Afonjá, após mais de 30 anos da iniciação da anterior.Com a volta do culto de Ifá e dos babalawôs, muitos santos como Yewá, Okô e Olokê estão voltando a serem feitos. O que antes eram comum as casas dizerem que não tem folha ou ser perderam com o tempo. Na Bahia antiga muitas casas tinham o auxilio dos babalawôs, com o tempo eles foram sumindo e morrendo, até se perderem completamente os seus conhecimentos, mais uma nova janela se abre para o culto dos orixás nas mãos dos iniciados em Ifá que dirigem as casas de santo, os awos, awofaka, Oriates e Olwôs estão trazendo de volta os cultos antes perdidos. As casa de santo se enche do brilho dos orixás antes sumidos que agora estão de volta.

As cores de seus colares (fio-de-contas) são o vermelho e azul(tranparentes). Usa como insígnias a âncora e a espada, ofá que utiliza na guerra ou na caça, brajás de búzios, roupa enfeitada com iko (palha da costa) tingida. Gosta de pato, também de pombos, odeia galinhas. Há um vodun daomeano com o mesmo nome, cultuado em São Luís do Maranhão. Saudação – "Riró!".

Ewa/yewá é o orixá da beleza, geralmente cultuada junto a seu irmão inseparável oxumaré, juntos conduzem o arco íris e o ciclo da água, por ser orixá puco cultuado é muitas vezes identificada como Oxumaré fêmea, devido também levar uma cobra só que pequena.

Arquétipo
Não é raro encontrar uma filha de Yewá.Sendo que muitas casas por medo as iniciam para Oxun ou Oyá. Elas são valentes e guerreiras, muito belas e conquistadoras. Sabem o que querem e vão até o fim. São prestativas e se preservam quanto a moral e educação, ou expor seus sentimentos.

Lendas:
O seu grande ewó (coisa proibida) é a galinha. Corre a lenda entre as casas antigas da Bahia que cultuam Iyewa, que certa vez indo para o rio lavar roupa, ao acabar, estendeu-a para secar. Nesse espaço veio a galinha e ciscou, com os pés, toda sujeira que se encontrava no local, para cima da roupa lavada, tendo Iyewa que tornar a lavar tudo de novo. Enraivecida, amaldiçoou a galinha, dizendo que daquele dia em diante haveria de ficar com os pés espalmados e que nem ela nem seus filhos haveriam de comê-la, daí, durante os rituais de Iyewa, galinha não passar nem pela porta. Verger encontrou esse ewó na África e uma lenda idêntica.

Conta-se que Iyewá era uma linda virgem que se entregou a Xangô, despertando o ciúme e a ira de Iansã. Para fugir da senhora dos ventos e tempestades, se escondeu nas florestas com Odé, tornando-se uma guerreira e caçadora.

Elementos que rege
Rege as neblinas e nevoeiros na natureza.

Iyewá no Xambá
Cuba
Lydia Cabrera, antropóloga cubana escreve sobre Yewa e refere-se à Yemayá-Olokún.

Ewa não é uma orixá, sim uma eledá, como muitas outros que acreditamos ser um orixá. Lembro que o titulo de orixá pertence ao orixá Ori, e a nenhum mais. Yemanjá tem o de Yia-aja-ori, que não é a mesma coisa de orixá, como podemos pensar numa primeira ideia. Mais é aparece nos itans de Ifá em certas ocasiões quando do nascimento, quando dos poderes dela, já mocinha, depois com o primeiro namoro e como amante se assim podemos dizer; quando ela começa uma vida sexual ativa que nos informa que tem ela um caso com: 3 oxalá novo o senhor dos Bambus amarelos, o oxalá que vem avisar que o tempo acabou, depois com Oxoguian, Exu, Oxumaré, com dois dos Odes, Orunmilá e por ultimo ela aparece como esposa de Omolu. Em seu nascimento ela aparece quando Ogun violenta Nana, na frente do povo dela, mostrando que ele invadiu a aldeia dela, lembramos que essa lenda começa quando não lhe proíbe a simples pelas terras dela, Nana faz a lama subir até quase matar Ogun, ele escapa e a fere com uma lança, razão pela qual ela não gosta de metal em suas coisas pois sua carne foi cortada por um metal. Ogun se organiza e trava um guerra com Nana sem precedentes, onde sai vitorioso invadindo as terras dela e dominando tudo, por final junta todo o povo de Nana no meio da aldeia e ali tem relações com ela na frente do povo dela, num demonstração que havia subjugou a rainha. Desta relação nasceu Ewá. Uma linda menina, o único filho perfeito que Nana teve. Daí ela mandar colocar acima da porta de sua aldeia um iba de Ogun. Ewa não tem nada, pois Nana teria já dado distribuído aos seus filhos, Omolu e Oxumare, seus filhos doentes, mais Oxumare se apegou a irmã e com ela combinou que cada um iria dirigir o Arco-íris por um tempo, daí ser ele o arco íris um tempo dirigido por Ewa e outro por Oxumare (não é 6 meses). Oxumare dá a Ewa a cor branca do arco íris, pois ela é um santo balle.
Ewa tinha brigas de muitos querendo casar com ela, quando nova pela beleza. Ela seduziu Oxalufan que vivia com Nana. Tendo ai o seu primeiro contato sexual. Ela tem suas cores o roxo e branco, enquanto Iku é roxo, preto e branco. Conta-se que Ewá recebeu de Ogun o direito de usar uma lâmina que ela esconde entre os seios, cujo o cabo é madeira, que esse fica a mostra. Ele mostra a pureza da morte onde devemos nos preparar, pois a vida é uma preparação para esse dia onde vamos prestar conta de tudo que fizemos dela é a expressão não deixe que outro tome seu lugar na morte, pois o julgamento dele será pior que o seu. Ewá dá mais um tempo a pessoa para se aguardar uma pessoa de longe chegar antes de dar o sono da morte. Ewá vem apenas para quem é digno, daí ter que ter a pureza diante dela. Quem não é puro não merece a boa morte. Ela é versátil em venenos, onde tentou envenenar alguns orixás, inclusive Exu, que não foi bem sucedida. Consegui subjulgar Orunmilá e mante-lo como escravo dela por muito tempo, nesse período Oxumaré foi babalawô usando as cores, verde, amarelo e preto, ela travou varias guerra com seu irmão Omolu, onde por ultimo ele com um tapa a venceu tirando toda a carga de maldade dela. E venceu a maldição dela dada por Oxalá da Bambuzal, onde ela de dia era uma velha e a noite era um linda mulher.

Ela já casada com omolu, que ela tem muito medo até hoje foi mãe de todos os filhos dele. Já como esposa de Omolu ela ajudou um rapaz a fugir da morte. Invocando ela ser esposa de Omolu. Ele rege o sono da morte. Os venenos onde com ele matou os que a perseguia e quem ela não gostava.

Entretanto existe um fato em Ifá Xorokê, é um guerreiro feiticeiro, que não é Ogun e não é Exu. No candomblé é cultuado como Ogun, que seria o Irominã (o Ogun que come com exu e o exu que come com Ogun, que a tradução seria meu nome é fogo) dizem que é um Ogun e um Exu rebaixando, Xoroke é um santo extremamente sagaz e ligado a torturas, desastres de grandes proporções. Enquanto Ogun quer ver o inimigo olhos nos olhos o Xoroke não tem isso. Ele tem requinte de maldade, gosta de acumular riquezas e bens materiais e é muito vaidoso. E só gosta de coisas boas e que custem muito. Tem muita ostentação. Coisas simples ofende o Xoroke. Pune seus filhos com grandes desgraças, daí muitos terem medo deste santo. Não aceita que seja questionado em nada. Suas cores e azulão e vermelho. Ao contrário de Ogun que é verde. Pode usar um arpão, adaga, ofa, cabaças. Cobre o rosto. Em alguns barracões dizem ser ela filha de Obatalá. Entretanto em Ifá não achamos amparo para isso.
—Lydia Cabrera Mythologie Vodou, Piétonville, 1950
Referências
William Bascom, Ifa Divination/Communication between Gods and Men in West Africa, Indiana University Press, Bloomington London, 1969, pag. 444-445.
Pierre Verger, Notes sur le culte des Orisa et Vodun à Bahia, la Baie de Tous les Saints, au Brésil et a l'ancienne côte des Esclaves en Afrique, IFAN, Dakar, 1967, pag. 295.
Wande Abimbola, Sixteen Great Poems of Ifa, Unesco, 1975, pag. 135-155.
Ligações externas
Bascom, William Russell. Sixteen Cowries: Yoruba Divination from Africa to the New World. Indiana University Press, 1980. ISBN: 978-0-253-20847-7
Alaketu, o novo candomblé. Euá.
Orixás

quinta-feira, 18 de junho de 2015

EFOS! PATUÁ, PROTEÇÃO P/ O CARRO.



1 CABAÇA PEQUENA, TIRAR A TAMPA LIMPAR TODO O COTO E AS SEMENTES.

ARO, EFUN, OSUN, 16 GRÃOS DE ATARE, 1 PEDAÇO DE ARIDAN, 1 OBI 
RALADO,(OFERECER O OBI A OGUN PRIMEIRO E RALAR).
MASCAR 16 ATARES, REZAR P/ OGUN E CUSPIR DENTRO DA CABAÇA.
COLOCAR UM PANO BRANCO C/ UM BúZIo P/ FORA.

"REZA"

ONÃ A RIN YE, E E
ONÃ A RIN YE O,
O NI MOTO O OMO, OGUN ONIRE
ONÃ A RIN YE O,
ONI MOTO.
RO RA SARE O,
O NI MOTO
RO RA SARE O,
O NI MOTO
RO RA SE KONA YEN
ESO PELE KONI MOTO
OMO OGUN ONIRE
ONÃ A RIN YE O

UM CAMINHO LIVRE DE ACIDENTES
UM CAMINHO LIVRE DE ACIDENTES P/ VOCE
Ó MOTORISTA FILHO DE OGUN ONIRE O CAMINHO LIVRE DE ACIDENTES P/ VOCE
Ó MOTORISTA Ñ CORRA DEMAIS
Ó MOTORISTA Ñ FAÇA A CURVA CORRENDO
VÁ TRANQUILO MOTORISTA FILHO DE OGUN ONIRE
UM CAMINHO LIVRE DE ACIDENTES P/ VOCE.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Orìkí fún Òsun



Ìba Òsun sekese
Ìba Òsun olodi
Latojoki awede we’mo
Ìba Òsun ibu kole
Yeye kari
Latokoko awede we’mo
Yeye opo
O san rere o
Àse


Orìkí para Òxum

Eu elogio a deusa do mistério, espírito que limpa de dentro para fora,
Eu elogio a deusa do rio
Espírito que limpa de dentro para fora
Eu elogio a deusa da sedução
Mãe do espelho
Espírito que limpa de dentro para fora
Mãe da abundância
Nós cantamos seus elogios
Axé

O sacerdócio e a verdade.



Texto: Babalawo Ifagbaiyin Agboola

A honestidade é uma qualidade de ser verdadeiro, não mentir, não fraudar, não enganar, e deveria ser a principal característica de um sacerdote.

Quando uma pessoa procura uma casa de religião para consultar, é isso que ela espera, mas muitas vezes termina pagando para ouvir mentiras, e ser iludida conforme o interesse de quem está manipulando o oraculo.

 É difícil acreditar que alguém use o nome de um Orisa em seu próprio benefício, mas isso está se tornando muito comum, em nome dos Orisas atos são proferidos e verbas são liberadas, documentos são assinados, acordos são ignorados, pessoas são iludidas.

O indivíduo que é honesto procura agir dentro de uma lógica que implica em manter uma postura digna, coerente com a pratica religiosa que professa.

A obediência incondicional às regras existentes, dentro e fora da religião, faz de um sacerdote um exemplo de comportamento, um elemento em permanente destaque, então olhe bem meu colega, a onde você pisa e por onde você transita.

Não acorde reclamando porque que a vida não lhe sorri, sem antes examinar o seu comportamento, e as suas atitudes.

Não existem um procedimento para burlar a verdade, mudar a realidade, os Orisas jamais mentem, pode até acontecer uma interpretação errada do sacerdote, mas nunca um erro do Orisa, o Orisa não erra e não mente.

Exercer o sacerdócio com honestidade em caráter amplo é muito difícil, mas é o mínimo que o Orisa espera de você.

 Para muitos, a pessoa honesta é aquela que não mente, não furta, não rouba, que respeita os outros, mas isso só não basta, você deve ser confiável, deve fazer tudo que os Orisas indicam, sem criar artifícios que lhe beneficiem.

Se você não consegue ser honesto e conviver com a verdade, não acredite que possa enganar os Orisas, você engana as pessoas, mas os Orisas jamais serão enganados, você está mentindo, mas a verdade sempre aparece.

Não estou aqui para julgar ninguém, mas acredito que usar uma pele de cordeiro durante o dia e se transformar em fera durante a noite, não é o caminho.

Para ser um sacerdote, você precisa ser verdadeiro, precisa acreditar e praticar tudo aquilo que você indica para as pessoas, caso contrário nada tem sentido.

Não julgue as pessoas como idiotas, toda pessoa merece o seu respeito, todos temos um Ori e um Orisa, se você não sabe o que dizer fique calado, mas não minta em nome dos Orisas.

Você mentindo está ofendendo os Orisas, está ofendendo seus antepassados. Faça somente o que você está habilitado para fazer, diga somente o que os Orisas estão lhe mostrando, não invente nada, não minta, não crie.

 Isso é o mínimo necessário para você se dizer um sacerdote, é o que as pessoas esperam de você, quando lhe procuram para uma consulta, honre a sua religião, honre o seu Orisa.

  Aquele que fala em nome dos Orisas tem obrigação de dizer sempre a verdade!