domingo, 24 de maio de 2015

Descubra o que significa as tatuagens dos bandidos!


Não é nenhum segredo que bandidos e membros de organizações criminosas muitas vezes usam tatuagens como forma de identificar seus integrantes ou delitos. O problema é que poucos sabem o que os símbolos marcados nas peles desses indivíduos representam. Pois, segundo Ricardo Senra da BBC BrasilAlden dos Santos, um Capitão da Polícia Militar da Bahia, resolveu traduzir o significado dessas imagens e teria conseguido decifrar 36 delas.

De acordo com Ricardo, há 10 anos o Capitão vem trabalhando na “decodificação” de tatuagens de presos e suspeitos tanto brasileiros como estrangeiros. Para isso, o PM já avaliou cerca de 50 mil documentos e fotos — obtidas de redes sociais e mídias impressas, assim como de delegacias, presídios e institutos médicos legais — e, depois de isolar as tattoos mais recorrentes, fez o cruzamento entre os desenhos e as informações das fichas criminais.

Personagens e símbolos


Durante os levantamentos, o policial percebeu que havia alguns padrões bem claros entre crimes e símbolos, e descobriu, por exemplo, que tatuagens de palhaços ou doCoringa parecem estar associadas a roubos e morte de policiais, e que duendes e magos costumam ser as figuras mais comuns entre traficantes. Ainda com a turminha dos “tóxicos”, o Saci seria a imagem usada pelos responsáveis por preparar e distribuir drogas.
Imagens do diabo apontariam os pistoleiros, enquanto as caveiras serviriam para identificar assassinos e matadores de policiais. Já as cruzes indicariam elementos que já estiveram presos anteriormente, e a combinação de cruzes e caveiras teriam significado de lealdade com respeito aos colegas de cela, assim como serviriam para apontar quem mata para não morrer.

Algumas imagens seriam tatuadas para discriminar os presos e, segundo o Capitão Alden, muitas vezes a aplicação ocorre contra a vontade dos acusados. Assim, desenhos de pênis serviriam para identificar estupradores, e corações cortados por flechas, frases como “amor só de mãe” ou as letras “D.A.” revelariam presos que enfrentaram vários anos de servidão sexual nos presídios.
O Capitão também notou que alguns personagens infantis são bastante comuns entre os bandidos, como é o caso do TazLigeirinho e Papa-léguas.Segundo ele, o primeiro estaria ligado a crimes como furto, roubo e arrastões, e os outros dois seriam comuns em delinquentes que distribuem drogas com motos. E além de imagens mais elaboradas, o policial ainda deu atenção a sinais mais simples presentes nos rostos e mãos dos bandidos. Veja:

Padrão universal?

Segundo Ricardo, o Capitão Alden também percebeu que muitos dos símbolos tatuados pelos criminosos se repetem não só por todo o Brasil, mas em outros locais do mundo, como na Rússia, nos EUA e em países da Europa. Os levantamentos acabaram se transformando em uma cartilha de orientação que vem sendo utilizada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, e você pode conferir o material disponibilizado pelo PM através deste link.

Apesar das descobertas e da repercussão que a pesquisa do Capitão vêm ganhando — ele conta com mais de 9 mil seguidores no Facebook —, o PM insiste em reforçar que o objetivo da cartilha não é o de discriminar pessoas que tenham tatuagens, já que há milênios esse tipo de arte é usada como forma de expressão.
O material, segundo disse, deve ser encarado como uma ferramenta para facilitar o reconhecimento de suspeitos — e para alertar os oficiais sobre bandidos que possam estar envolvidos com mortes de policiais
Fonte(s)
Imagens
por: MegaCurioso

sábado, 23 de maio de 2015

FUNK é Patrimônio Cultural



Sucesso: ciclo de palestras, oficinas e debates chega ao fim com um grande baile - Divulgação/Vicent Rosenblatt / Divulgação/Vicent Rosenblatt
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RIO - Há tempos, o batidão do funk desceu das comunidades e contagiou as principais baladas do asfalto. Apesar de ajudar a integrar a cidade e de ter sido reconhecido em 2009 pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) patrimônio cultural do estado, o funk sempre foi alvo de preconceito por suas letras sensuais e pelos casos de apologia ao tráfico. Temas como esse foram debatidos entre público e MCs durante os encontros do projeto Amaréfunk, que chega ao fim hoje, no Complexo da Maré, com um grande baile de encerramento, às 20h, no Pontilhão.

O último dia do projeto inclui apresentações de alunos das oficinas de DJ e do Dream Team do Passinho. Estará presente também a MC Carol, uma das estrelas do reality show “Lucky Ladies”, exibido pela Fox, apresentado por Tati Quebra Barraco.
Uma das produtoras do evento, Flora Mariah faz um balanço positivo dos encontros e das oficinas promovidas pelo projeto nas comunidades.

— As discussões foram muito ricas nessas seis semanas. Nós promovemos debates com pessoas importantes do meio. Trouxemos um público de fora da Maré para discutir conosco. Trouxemos também produtores e artistas, ou seja, não foram apenas temas acadêmicos. Conhecemos vários artistas novos no caminho e esperamos ansiosos por uma nova edição — afirma.
O Pontilhão fica na Rua Praia de Inhaúma s/nº. A entrada é franca.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/bairros/projeto-que-debate-os-caminhos-do-funk-termina-neste-sabado-16229996#ixzz3ayTPZ9Mu
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quarta-feira, 13 de maio de 2015

ÒSÙN


ÒSÙN

Deusa do Amor e da Alegria, da Fartura e da Riqueza. Òsún é a Rainha de Ijesá. Mãe da água doce, Rainha das Cachoeiras, deusa da candura e da meiguice, Dona do Ouro. Orisá que rege a fecundação e que protege o feto, a criança em estado de gestação e até a criança completar 3 anos. É Apetebi de Ifá, Òsún é chamada de Iyálóòde, titulo conferido à mulher que ocupa o lugar mais importante entre todas as mulheres da cidade. 

Mitologia: Filha de Óòsààlà, Òsún sempre foi uma moça muito curiosa, bisbilhoteira, interessada em aprender tudo. Como sempre fora mimosa e manhosa, além de muito mimada, conseguia tudo do Pai, o deus da brancura. Foi a 2ª mulher de Sàngó, tendo vivido antes com Ògún, Orunmilá e Òsóòsi. 

Precauções: Acidentes domésticos e fogo. 

Elemento: Água. 

Dia da Semana: Sábado. 

Semana Yorubá: Ojo Awo. 

Cor: Amarelo Ouro. 

Saudação: Ora ye ye ô. 

Adorador: Olosún ou Omoòsún. 

Metal: Ouro. 

Mineral: Coral; Topázio. 

Pedra Preciosa: Brilhante. 

Profissão: Odontologia, Medicina, Veterinária. 

Poder: Vaidade e Faceirice.

Fruto: Banana Ouro, Obi e todas as frutas que são vincadas em gomos. 

Flor: Rosas amarelas, girassóis, margaridas.

Comida Seca: Omolokun (feijão fradinho com ovos cosidos, azeite de dendê,  cebola e camarão), Ipeté (iguaria de inhame), Ado (um tipo de paçoca doce), (ekó doce). 

Aves: Galinhas amarelas, galinhas de angola.

Quadrúpedes: Cabra de cor clara e amarelada. 

Èèwò: Carneiro, Igbin (caramujo). 

Símbolos: Coroa, 2 peixes grandes em correntes, leque, espada, argolão no pescoço, muitas pulseiras nos braços e tornozelos, balangandãs. 

Indumentária: Amarelo, rosa, Branco, Azul claro. Tudo ornado com muita riqueza e vários laços. 

Ritmos: Batá, Agere, Ilu, Ìjèsà. 

Folhas : 
Abèbè Òsún – Hydrocotile umbelata L., UMBELLIFERAE – Erva - capitão,
Akárò – Hydrocotyle cymbellata L., -UMBELLIFERAE – Folha de dez réis,
Àlùbósà – Allium cepa L., LILIACEAE – Cebola,
Àsarágogó – Malvastrum coromendelianum L., MALVACEAE – Vassourinha de                                                    relógio,
Bánjókó – Wedelia paludosa DC , COMPOSITAE – Mal me quer, 
Éfínrín/Ífírín – Ocimun minimum L., Labiatae – Manjericão,
Ejáomodè – Eichornia crassipes Solrus , PONTEDERIACEAE – Água pé, 
Éurépepe – Spilanthes acruella Mart., COMPOSITAE – Jambo, 
Ewéàjè – COMPOSITAE (em classificação) – Folha da feiticeira, 
Gbègí – Cynodon dactylon Pers ., GRAMINEAE – Grama de burro, 
Gbóròayaba – Ipomea pes. Caprea Sweet , CONVOLVULACEAE – Salsa brava,
Jokojè / Ìjenjóko / Jokonijè – Aristolochia brasiliensis Mart., ARISTOLOCHIACEAE – Papo de peru ou Jarrinha,
Mísin – Mísin – Scoparia dulcis l., SCROPHULARIACEAE – Vassourinha ou Morfina,
Ójuóró – Pistia stratóides Jacq., ARACEAE – Erva de Santa Luzia. 
Òsíbàtà – Nymphaea alba L., NYNPHENACEAE – Nenúfar, 
Rín Rín – Piperomia pellucida H.B.K.,PIPERACEAE – Alfavaquinha de cebola. 

Arquétipo: O arquétipo dos filhos de Òsún é o das mulheres graciosas, elegantes e sensuais,  com paixão pelas jóias, perfume e vestimentas caras. das mulheres que são símbolos do charme e da beleza. Voluptuosas, porem mais reservadas que os filhos de Oya. Elas evitam chocar as opiniões públicas, à qual dão grande importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora escondem uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social. O encanto é a arma para conseguir o que desejam, chegam a ser infantil, não recusam nada – premonição, podem ser perigosas. O rio está calmo, mas a pessoa se afoga, adoram jóias, tendências a perdê-las, emotivas. Vozes suaves – dependentes, meigas, sorridentes, às vezes preguiçosas, problemas conjugais, astutas. 

Cargos no Ilé Òsún: Ogotun; Iyagbassê; Iya Sinjé (Cozinha para os convidados); Iyá Pakó (responsável pela iguaria IPETÉ e pelas colheres de  pau); Iyá Omotojú (a que cuida de todas as crianças do ilê); Iyágbaláké (comida do Iyaô).

Sincretismo: Nossa Senhora das Candeias; Nossa Senhora da Conceição; Nossa Sra. Aparecida.  

SÀNGÓ




Saudamos Sàngó no ribombar dos trovões, pois ali está sua voz. Sentimos sua presença nos raios e nos grandes incêndios. É o rei da cidade de Oyó (Nigéria). Deus da Justiça. Sàngó, o corisco, o raio, o trovão, simultaneidade de som e luz, dualidade resolvida no osè, seu símbolo básico. Rege a bravura, o senso justo e todo o elemento rochoso do mundo. Ele é o justiceiro da Natureza, aquele que manda castigar e que também castiga.

Mitologia: Filho de Oranian e Torosi,  irmão de Dadá-Ajaká e marido de Oya, Obá e Òsún. Sàngó nasceu para reinar, para ser monarca, como Ogun, para conquistar e solidificar, cada vez mais, sua condição de rei; com caráter violento e imperioso, se impõe pela força. 

Precauções: Tomar cuidado com eletricidade, mar e montanhas. 

Elemento: Fogo. 

Dia da Semana: Quarta-feira. 

Semana Yoruba: Ojo Jakuta. 

Cor: Marrom e Branco (intercalados), Vermelho. 

Saudação: Oba Nisé Kawo Kabiesile. 

Adorador: Onisàngó. 

Metal: Cobre, Ouro. 

Mineral:  Granada.

Pedra Preciosa: Diamante. 

Profissão: Advocacia, Jornalismo, Política, Escritores, Juizes, Promotores, delegados, Investigadores,Engenharia. 

Poder: Pedreiras, Relâmpagos, Raios e Trovões. 

Fruto: Banana São Thomé, Orogbo. 

Flor: Palmas vermelhas.  

Comida Seca: Ilá (quiabos), Amalá  (pirão de farinha de inhame), Gberi (um tipo de sopa com feijão fradinho) tudo com muito atarê (pimenta). 

Aves: Galo vermelho, galinha de angola marrom, pombo. 

Quadrúpedes: Cágado, Carneiro. 

Èèwò: Cachorro. 

Símbolos: Machado de duas lâminas, Coroa, Braceletes, Sère, Labà. 

Indumentária: Marrom, Vermelho, Branco. 

Ritmos: Batá, Agere, Ilu, Ego, Alujá. 

Folhas : 
Ábitólá – Lantana camara L., VERBENACEAE – Cambará vermelho, 
Àgbaó – Cecropia palmata Willd , MORACEAE – Umbaúba, 
Àjàgbao – Tamarindus indica L. , LEGUMINOSAE – Tamarindeiro, 
Àjóbi fun fun ou Jinjin – Lithrea molleoides Engl. ANACARDIACEAE – Aroeira branca, 
Àjóbi pupa – Schinus therentifolius Rad. , ANACARDIACEAE – Aroeira vermelha, 
Àkùko – Heliotropium indicum L., BORAGINACEAE – Fedegoso. 
Ápaòká – Artocarpus integrifolia L., MORACEAE – Jaqueira, 
Àtòrìnà – Sambucus australasica Fritsch , CAPRIFOLACEAE – Sabugueiro. 
Étipónlá – Boerhavia hirsuta Willd , NYCTAGINACEAE – Erva-tostão / pega-pinto, 
Ewé èpè – Jatropha ureus L., EUPHORBIACEAE – Cansanção branco,
Ewé inón – Clidemia hirta Bail (et) DC , MELASTOMATACEAE – Folha de fogo, 
Ewé isín – Crotalaria retusa L., LEGUMINOSAE – Cascaveleira, 
Ilá – Hibiscus esculentus L., MALVACEAE – Quiabeiro, 
Ìpèsán – Guarea trichilioides L., MELIACEAE – Bilreiro, 
Ìrokò – Ficus maxima M., MORACEAE – Gameleira branca,
Osè – Bombax affinis L., BOMBACACEAE – Castanheiro do Pará,
Osùn – Bixa orellana L., Bixaceae – Urucum.

Arquétipo: O arquétipo dos filhos desse Orisà é aquele das pessoas voluntariosas e enérgicas, altivas e conscientes de sua importância real ou suposta. Das pessoas que podem ser grandes senhores, corteses, mas que não toleram a menor contradição, e nesses casos, deixam-se possuir por crises de cólera, violentas e incontroláveis. Das pessoas sensíveis ao charme do sexo oposto e que se conduzem com tato e encanto no decurso das reuniões sociais, mas que podem perder o controle e ultrapassar os limites da decência. Enfim, o arquétipo dos filhos de Sàngó é aquele das pessoas que possuem um elevado sentido de sua própria dignidade e das suas obrigações, o que as leva a se comportarem com um misto de severidade e benevolência, segundo o humor do momento, mas sabendo guardar, geralmente, um profundo e constante sentimento de justiça. Possuem tendências à obesidade, ligados à mãe, liderança, gosta da vida mas temem a morte, vingativos, orgulhosos, teimosos, atrevidos, elegantes, gulosos, dorminhocos, pães-duro, não sabem perdoar, brincalhões.  

Cargos no Ilé Sàngó : Kolabà;

Os 12 Obás de Sàngó; criados por Mãe Aninha em 1935 no Ile Axé Opo Afonjá – Salvador – BA.:
Só os 06 Obas, da mão direita podem empunhar o xére, são eles: 
Obá Aré;
Obá Kankanfô;
Obá Telá;
Obá Abiodun (chefe dos Obás)
Obá Arolu;
Obá Olugbon.

e os 06 da mão esquerda são:
Obá Aressá;
Obá Onashokun;
Obá Elerin;
Obá Xorun;
Obá Onikoyi;
Obá Odofi.

Devido ao prestígio dos postos de Obás a sucessora de Mãe Aninha, Mãe Senhora cria então as categorias de Otum Obá e Ossi Obá, que seriam 1º. e 2º. suplentes.

Sincretismo :São Jerônimo, São Pedro, São João Batista.

domingo, 10 de maio de 2015

ÒBA 
Orisà guerreira, na natureza está ligada às enchentes, às cheias dos rios, às inundações. Senhora do rio de mesmo nome, na Nigéria, patrocinadora de conflitos, energia que se desenvolve nos coriscos; Òba é a terceira mulher de Sàngó, que dele herdou sua ligação com a energia elétrica. Poderosa, sábia, madura, e realista. Na vida dos seres humanos, ela rege a desilusão amorosa, a tristeza, o sentimento de perda, o ciúme, a incapacidade do homem em ter aquilo que deseja e ama. Òba é a raiva, a solidão, a depressão, o sentimento de abandono.   

Mitologia 
Òba é irmã de Oyá mas não é Oyá! Uma vez banida do reino de Sàngó, Òba se transformou numa guerreira poderosa e perigosa. Costumava vencer todos os seus opositores, com relativa facilidade. Òba também possui grande beleza física, que, aliada à sua determinação, coragem e equilíbrio, fazia dela uma pessoal especial. 

Precauções: cuidado com acidentes domésticos e com fogo. 

Elemento: Água / Fogo . 

Dia da Semana : Quarta-feira . 

Semana Yorubá : Ojo Awo . 

Cor: Vermelha , amarela , branco e coral . 

Saudação : Òba Siré . 

Adorador: Olobás e também Obacis.. 

Metal: bronze . 

Pedra preciosa : Rubi e ametista .    

Profissão: Advocacia , serviço social , letras , psicologia . 

Força da Natureza: Rio, enchentes, pororoca, pedra das encostas. 

Poder: 

Fruto: obí . 

Flor: palmas vermelhas e amarelas. 

Comidas secas: akarajé, feijão fradinho, milho de galinha, farofa de azeite de dendê, ovos de galinha cosidos. 

Aves: Galinha, galinha de angola, patas. 

Quadrúpedes: Cabra, cágado. 

Èèwò: taioba, atarê, marisco. 

Símbolos: Espada, escudo, coroa de cobre, pulseira roliça. 

Indumentária: vermelha , branca e amarela . 

Ritmo: 

Folhas: 
Gbóròayaba – Ipomea pes-caprea Sweet , CONVOLVULACEAE – Salsa Brava. 

Arquétipo 
O arquétipo dos filhos de Òba é o das mulheres valorosas e incompreendidas. Suas tendências um pouco viris fazem-nas freqüentemente voltar-se para o feminismo ativo. As suas atitudes militantes e agressivas são conseqüências de experiências infelizes ou amargas por elas vividas. Os seus insucessos devem-se, freqüentemente, a um ciúme um tanto mórbido. Entretanto, encontram geralmente compensações para as frustrações sofridas em sucessos materiais, onde a sua avidez de ganho e o cuidado de nada perder dos seus bens tornam-se garantias de sucesso. Tendências viris, ambiciosas, buscam nada perder, masculinizadas, forte aparência física, não levam desaforos, julgam-se superiores junto ao marido ou outras mulheres. 

Cargo no Ilé Òba: por não haver relatos dessa casa, provavelmente, poderá alcançar cargos em outros ilés, principalmente no de Sàngó.

Sincretismo: Joana D’Arc. 

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Um Pé em cada Canoa...

Pesquisando na Internet deparei com este texto o qual concordo em gênero, número e grau. As religiões afro-brasileiras estão cada vez mais sincretizando, no plural o já, absurdo sincretismo que casas de culto ao Orixá Tradicionais lutam tanto para se retornar às raízes, assim sendo tomo a liberdade de publicar neste meu Blog um texto do Autor:Babalawo Ifagbaiyin Agboola. Que se segue abaixo intitulado "Colcha de Retalhos":

Constantemente sou procurado por pessoas que alegam que suas vidas estão paradas e que os resultados esperados por elas com a religião, não aconteceram.

Primeiramente casa de orixá não é agencia de emprego e muito menos é consultório destinado a tratar de problemas sentimentais.

Quando vou visitar a casa de muitos dos que se dizem com problemas espirituais já na chegada eu me surpreendo quando alguém que cultua orixá tem um assentamento de exu tranca rua e uma pomba gira.

Quase sempre encontro o famoso assentamento do caboclo, como se isso existisse, além de uma bandeira branca hasteada para tempo.

Em um diálogo com o dono da casa descubro que ele se incorpora com um baiano, um exu catiço, um caboclo e evidentemente não poderia faltar um cigano, além do primeiro orixá, do segundo etc e etc

Alguns moram em apartamentos e conseguem reunir tudo isso, outros mesmo morando em casas espaçosas conseguem fazer uma tal colcha de retalhos que é de surpreender que ainda se encontrem lúcidos.

Se a casa é de culto a orixá necessita ter exu de orixá, evidentemente não tem bandeira branca porque isso faz parte do culto a Inquice.

Além disso fica estranho que caboclo sendo parte da religião conhecida como umbanda, tenha assentamento, a imaginação e a criatividade de alguns criou regras inquebrantáveis para outros.
A expressão conhecida como bola da vez está sendo usada nesse memento para o ifá, não comparando, é o último pedaço de retalho na colcha da ignorância.

Depois querem os menos avisados que tudo isso funcione em seus benefícios, desconhecem eles as regras básicas que se aplicam quando temos discernimento e coerência.

O que me deixa estarrecido diante de tais absurdos são as acomodações feitas onde os supostos espiritualistas se incorporam com trezentos entidades e nenhuma delas os avisa que estão fazendo maluquices.

Será que eles recebem algum espirito mesmo?

A mistura de cultos afro-brasileiros com superstições europeias e ritos católicos, me faz imaginar o resultado final, decepção além de perda tempo e dinheiro.

Mas como dizem os sábios de plantão, cada um é rei em sua casa e pode fazer a colcha com os retalhos coloridos que quiser.

Os laboratórios estrangeiros agradecem com suas contas bancarias satisfeitas, eles seguem vendendo para os brasileiros todo tipo de drogas.

Para acreditar em alguém que joga búzios, joga cartas de tarô, consulta runas e se incorpora para dar consulta, só tomando remédio para labirintite.

É lamentável mas grande parte do povo gosta disso, de fitinha do Bonfim no pulso, a pular sete ondas e comer lentilha na entrada do ano, cada um acredita no que quer, só não vale culpar os orixás ou querer mágica.

terça-feira, 7 de abril de 2015

OLOOOGUNEDE




OLOOOGUNEDE

Orisà masculino. É a beleza em pessoa. O encanto dos jovens, o namoro, o flerte, a ingenuidade do jovem, a adolescência. É a divindade dos rios, senhor da pesca, que vive seis meses com o pai, Òsóòsi, nas matas caçando e seis meses com a mãe, Òsún, nas águas doces pescando. Está presente no brilho do olhar, no perfume das flores. Porém encontramos também na intriga, no segredo maldoso, pois ele é capcioso, matreiro, inventivo, meio moleque, mas rege fundamentalmente o carinho, o gesto meigo, o afago, pois, trata-se de um Orisà extremamente dengoso, mimado, dependente, ciumento, singelo e manhoso. Logunedé ou Logun Edé, é um orixá africano que na maioria dos mitos costuma ser apresentado como filho de Oxum Ipondá e Oxóssi Inlè ou Érinle. Segundo as lendas, vive seis meses nas matas caçando com Oxóssi e seis meses nos rios pescando com Oxum. É cultuado na nação Ijexá como sua mãe, mas também nas nações Ketu e Efan, sendo o seu culto muito difundido no Rio de Janeiro.


Logunedé - escultura de Carybé em madeira, em exposição no Museu Afro-Brasileiro, Salvador, Bahia, Brasil

No entanto, existem outras versões acerca de sua filiação. Se na maioria dos mitos, Logunedé surge como filho de Oxum e Oxóssi, em outros, um pouco mais raros, aparece como filho de Ogun e Iansã. Há, ainda, histórias que contam a lenda de Logunedé como filho desses quatro Orixás, apresentando-o como nada mais, nada menos que uma representação dos Orixás Gêmeos, Ibeji. Simultaneamente caçador e pescador, Logunedé é o herdeiro dos axés de Oxum e Oxóssi que se fundem e se mesclam como mistério da criação, trata-se de um orixá que tem a graça, a meiguice e a faceirice de Oxum à alegria, à expansão de Oxóssi. Se Oxum confere a Logunedé axés sobre a sexualidade, a maternidade, a pesca e a prosperidade, Oxóssi lhe passa os axés da fartura, da caça, da habilidade, do conhecimento. Essa característica de unir o feminino de Oxum ao masculino de Oxóssi, muitas vezes o leva a ser representado como uma criança, um menino pequeno ou adolescente, formando mais uma tríade sagrada na História das religiões. Com Logunedé, completa-se o triângulo iorubá pai, mãe e filho que também se repete nas trilogias católica (Pai, Mãe e Espírito Santo), egípcia (Ísis, Osíris e Hórus), hindu e tantas outras.
Como símbolo da pureza, muitas vezes Logunedé também é visto como um ser andrógino. Ao contrário do que muitos pensam Logun Ede não é de características masculina e feminina, não é bissexual. Na verdade possui uma grande relação com Òsun, sua mãe e com Erinlé, seu pai, trazendo consigo a personalidade desses dois Òrìsà e algumas características marcantes, mas nada que o transforme em um hermafrodita que durante seis meses é Oboró e seis meses Ìyábá como algumas pessoas assim o dizem e usam deste artifício para denotações homossexuais. Existem templos para Logun Ede em Ilesa, seu lugar de origem, onde em alguns itans é citado como um corajoso e poderoso caçador, que tamanha coragem é relacionada a de um leopardo. Casado com três esposas. De culto diferenciado e totalmente ligado ao culto a Òsun, é um Orisa de extremo bom gosto. Seus objetos devem permanecem junto aos assentos de Osun e sempre quando agradado devemos agradar sua mãe. Tem predileção ao dourado, é um Orisa muito vaidoso, é considerado o mais elegante de todos os Orisas. De Òsun, sua mãe, Logun Ede herdou o lado belo e vaidoso. Pois Òsun lança mão de seu dom sedutor para satisfazer a ambição de ser a mais rica e a mais reverenciada. Deusa da fertilidade, na Nigéria é dela o rio que leva o seu nome e no Brasil dela são as águas doces dos lagos, fontes e rios. Água que mata a sede dos humanos e da terra, que assim se torna fecunda e fornece os alimentos essenciais à vida. Òsun menina dengosa, passando pela mulher irresistível até a senhora protetora, Òsun é sempre dona de uma personalidade forte, que não aceita ser relegada a segundo plano, afirmando-se em todas circunstâncias da vida. Com seus atributos, ela dribla os obstáculos para satisfazer seus desejos. De Erinlé, seu pai, Herdou o dom da caça, pois Erinlé é da família dos Ode e seu símbolo é o ofá, a lança de caça e o ogue. Erinlé é a representação do desenvolvimento do homem, conhece os segredos da caça,     também símbolo de prosperidade e formação de comunidades. Ele busca o alimento com coragem e é considerado o guerreiro das matas, é corajoso, viril e Logun-odé tem estas características, é um Òrìsà guerreiro. Mas se, em várias tradições, ele é considerado um orixá masculino, em algumas é confundido com a homossexualidade ou a bissexualidade, o que ocorre quando se interpreta ao pé da letra o mito que afirma viver Logunedé seis meses como homem e seis meses como mulher. Na verdade, a interpretação mais aceita seria que essa se trata de uma metáfora para falar dos axés herdados por ele de seus pais, Oxum e Oxóssi. Após ser abandonado e viver com Ogum, aprende com ele as artes da guerra e da metalurgia. É coroado por Iansã como o príncipe dos Orixás. É amigo íntimo de Yewá, seriam eles os Orixás que se complementam, considerados o par perfeito. Num mito raro, Logunedé se perde no caminho entre as casas de Oxum e Oxóssi, é encontrado pelo velho Omolu que o ampara e protege. Com Omolu, Logunedé aprende a arte da cura e a feitiçaria. O seu primeiro nome, Logun, no Brasil se mesclou ao segundo, Edé, nome da cidade iorubá na qual o seu culto se fortaleceu, formando Logunedé. Logun pode ser uma abreviatura de Ologun que, em iorubá, quer dizer feiticeiro. Então, feiticeiro, caçador, pescador, príncipe guerreiro, esses são alguns títulos, alguns epítetos dados à Logunedé. Para Mãe Menininha do Gantois, "Logun é santo menino que velho respeita". Costuma ser cultuado no candomblé, mas não na umbanda.
Características:Logun-Edé é o Orixá originado do encanto, ou encantamento de Osossi e Osun. Divindade dos rios, senhor da pesca. Logun-Edé vive seis meses com o pai, Osossi, na caça e seis meses com a mãe, Osun, na água doce. Ambos ensinariam a Logun-Edé a natureza dos seus domínios. Logun-Edé não é um Orixá “metá-metá”, ou seja, um Orixá de dois sexos, embora divida o tempo com os pais, Logun-Edé é um Orixá masculino. Ele é a beleza em pessoa, o encanto dos jovens, o namoro, o flerte. Rege a ingenuidade do jovem, a adolescência, a beleza adolescente. O seu encanto está no primeiro beijo, no primeiro abraço, no primeiro carinho. Está presente no brilho do olhar, no perfume das flores e numa paisagem singela. É também o deus da arte, o príncipe do que é belo, das águas doces, da caça, da alegria. Logun-Edé está encantado nos pequenos animais, como o coelho, o porquinho-da-índia e os pequenos pássaros, no mato baixo, nas matas pouco densas e principalmente nos rios, sua morada predileta. Está ligado às artes de pintar, esculpir, escrever, dançar, cantar; como o seu pai Osossi e ligado ao banho, pois também é filho de Osun, deusas das águas doces.
Mitologia: Filho de Òsóòsi Iboalama com Òsún Ye Ye Ponda. Olooogunede, sempre foi considerado como Príncipe, filho de reis. Menino arisco, teimoso, levado, brincava sempre além dos limites da regência de sua mãe, a cachoeira. Porém era admirado por todos e muito querido também.
Precauções: Tomar cuidado com acidentes, mar, fogo e mata fechada.
Elemento: Terra / Água.
Dia da Semana: Quinta-feira e Sábado.
Semana Yorubá: Ojo Isegun.
Cor: Azul claro com Amarelo ouro.
Saudação: Olu a ô lê riki.
Adorador: Omo Logun.
Metal: Platina e Ouro.
Mineral: Coral.
Pedra Preciosa: Topázio e Brilhante.
Profissão: Jornalismo, Arquitetura, Artes em geral.
Força da Natureza: Lua, Rio e Cachoeira.
Poder: Rege os navegantes – é representado pelo peixe marinho, arco com ferramentas do mato, caça e pesca.
Fruto: Banana prata, cacau e obí.
Flor: as mesmas oferecidas à seus pais.
Comida Seca: Asosò (milho de galinha), Omolokun (feijão fradinho e ovos de galinha cosidos)com peixe de escamas assado por cima.
Aves: Galo e galinha, galinha de angola, pombo.
Quadrúpede: Bode, Cabra e caça.
Èèwò: Carneiro, Peixe de pele, a cor vermelha e a marrom, abobrinha, feijão branco, sendo que este último èèwò é para todo o povo da Nação Ketú.
Símbolos: Capacete, capanga, chifres de boi, arco e flecha, leque.
Indumentária: Azul turquesa, amarelo ouro, rosa e branco.
Ritmos: Batá, Agere, Ego, Adahun, Ìjèsà.
Folhas: as mesmas de Òsóòsi e Òsún.
Arquétipo: Bonitos e de trato fácil – orgulhosos de sua beleza – são eternamente jovens, mulherengos, calmos, educados, ciumentos e individualistas, pão – duros, narcisistas, egoístas, o que é seu é seu, vaidosos, gostam de demonstrar grandeza, quando vêem roupa cara e outra barata, compram a mais cara. Geralmente são alcoviteiros, mentirosos, teimosos, descansados, matreiros, enganadores, fofoqueiros. São ladinos, espertos e, vez por outra, inconvenientes. Além disso, tudo absorve também o arquétipo dos pais, sendo visivelmente, a cada seis meses a influência de um e depois do outro.
Cargos no Ilé Olooogunede: Por não existir uma casa especifica desse Orisà nos terreiros de candomblé ele pode a vir assumir cargos nos ilés de seus pais.

Sincretismo: Sào Miguel Arcanjo.       

O segredo de Oxum



O nascimento de um rio não acontece quando a água brota do solo e segue pela superfície da terra. Antes disso, uma seqüência de fatos desencadearam e influenciaram esse processo. Existe por traz do nascimento de um rio um enorme fundamento.

Primeiro, Olorum através do Sol, aquece a água dos lagos e oceanos. Oxumarê com seu arco-Íris, leva a água em forma de vapor para as nuvens que ficam carregadas. Xangô anuncia com seu trovão, que Iansã está juntando ás nuvens com o vento mágico que surge quando ela balança suas saias.
Quando as nuvens estão todas arrumadas, Xangô lança o Edun-Ará (pedra de raio) sobre a terra avisando a Odudúa que prepare seu ventre, pois a chuva irá cair. Ossãe pendura suas cabaças em Iroko para conter o líquido maravilhoso da vida.

O momento sublime acontece. Numa sintonia perfeita de toda a natureza, a chuva cai, trazendo consigo toda força do céu e alimentando toda a terra. Odudúa absorve todo o líquido e cria um enorme lago no interior da terra, seu ventre. Quando a água acumulada se enche de força mineral (axé), Odudúa abre seu ventre e da vida à majestosa Oxum, que brotará do solo e deslizará sobre seu leito levando vida por toda a superfície da terra. Mais a  frente água se acumulará de novo e tudo começará novamente.

Assim como a vida de Oxum tem o seu segredo, nós negros e negras também temos o nosso. A nossa história não começa em 1500 com a chegada dos portugueses no Brasil. Antes disso, uma seqüência de fatos marcaram e até hoje influenciam nossas vidas. Existe por traz do aparecimento do povo negro no Brasil um enorme fundamento.
Não somos descendentes de escravos, como dizem os livros escolares. Somos descendentes de civilizações africanas, de reinados fortes e poderosos. Somos descendentes de reis, rainhas, príncipes e princesas. Somos parentes de homens e mulheres que desenvolveram a escrita, a astrologia, a numerologia, às ciências e as pirâmides. Somos fruto de um povo que desenvolveu as técnicas agrícolas e que domina a medicina alternativa. Somos fruto de um povo que conhece as folhas e como despertar o poder delas, nosso povo sabe estar no Aiyê (Terra) sem perder a essência do Orum (Céu).



Matéria de Ricardo Andrade
Publicada na Edição 11 do Jornal Folha Popular
Municipio de Lauro de Freitas - Bahia


Qualidades de Oxum:


1) Abalu (a mais velha de todas) - ABALÔ (carrega Ogum e uma Iansã)
2) Jumu ou Ijimu (a mãe de todas, estreita ligação com as Ìyámi)
3) Aboto ou Oxogbo (feminina e coquete, ajuda as mulheres terem filhos) Xangô
4) Opara (a mais jovem e guerreira) ( Ogun, Oyá, Omolu, Oxumarê)
5) Ajagura (guerreira) ( Ogun )
6) Yeye Oga (velha e enquizilada) ( Omolu)
7) Yeye Petu - ( Oxossi, Yemanjá))
8) Yeye Kare (guerreira) ( Oxossi, Ogun)
9) Yeye Oke (guerreira) ( Oxossi)
10) Yeye Onira (guerreira) ( só usa branco Oxaguian)
11) Yeye Oloko (vive nas florestas) (Ossain, Odé)
12) Yeye Iponda (esposa de Oxóssi Ibualama, guerreira e porta um leque)
13) Yeye Merin ou Iberin (feminina e coquete) ( Xangô)
14) Yeye Àyálá ou Ìyánlá (a avó, que foi mulher de Ogum)
15) Yeye Lokun ou Pòpòlókun (que não desce sobre a cabeça de suas filhas)
16) Yeye Odo.